Corumbaense volta a acionar TJD contra Operário

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Luiz Bosco Delgado, presidente do Carijó, mantém a tese de que a pena do volante Eduardo Arroz deveria ser cumprida e não prescreveu

O Corumbaense protocolou na tarde desta segunda-feira (17) recurso contra decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MS) da última quinta-feira (13) que determinou o arquivamento dos pedidos de afastamento do Operário do Campeonato Estadual de 2017. As denúncias sobre escalação irregular do meia-atacante Eduardo Arroz em dois jogos da primeira fase da competição, no mês de fevereiro, protocolados pelo Comercial, Corumbaense e Urso de Mundo Novo, foram arquivadas pelo procurador Thiago Monteiro Yatos por considerar “prescrita qualquer pretensão punitiva” ao clube de Campo Grande, com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê 60 dias de prazo para apresentação de denúncias em casos dessa natureza.

O jogador Eduardo Arroz atuou de maneira irregular pelo Operário nas vitórias de 4 a 0 diante do União/ABC, dia 01 de fevereiro, e 3 a 1 diante do Novo, quatro dias depois. Ele foi expulso de campo quando defendia o Sete de Setembro, de Dourados, pelo Estadual de 2016. Julgado quando a competição já havia terminado, Arroz pegou três jogos de suspensão. Como havia cumprido a automática na competição do ano passado, ele deveria cumprir os outros dois jogos no Estadual 2017.

O dirigente do Carijó da Avenida defende o argumento de que a punição não prescreve e deveria ter sido cumprida. “Nós já tínhamos nos programado para isso. Não podemos ser prejudicados por uma lei que vale para um e não vale para outro que é o caso. Não vamos deixar passar batido, mesmo porque a questão não é brigar por causa de perda ou ganho de jogo e sim pelo que é justo. Se a lei foi aplicada para o Corumbaense por que não foi aplicada para o jogador que continua ainda insistindo em jogar, não cumprir a punição? A pena não prescreve, a pena é permanente. Queremos que a Justiça veja aquilo que é certo e julgue da forma correta”, explicou o presidente ao lembrar que o Carijó da Avenida também teve dois jogadores na mesma situação, que cumpriram suspensão no começo do campeonato deste ano.

No recurso, o Corumbaense ainda questiona a imparcialidade do procurador Thiago Monteiro Yatos, que segundo o clube, é sócio do assessor jurídico do Operário em escritório na Capital, e, portanto, não poderia julgar o caso por “conflito de interesse”. O recurso foi protolocado no próprio TJD/MS.

O Corumbaense perdeu na tarde de domingo (16), a primeira partida da semifinal contra o Operário. O gol da vitória do time da Capital foi marcado justamente por Eduardo Arroz, pivô de toda a polêmica. Bosco ressaltou que a ação não tem ligação com o que aconteceu dentro de campo. “Quero que as pessoas entendam que independente do jogo de domingo, nós temos o direito de reivindicar o que é certo”, finalizou o presidente do clube.

Diário Corumbaense Por Ricardo Albertoni
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