Mesmo com pior futebol do País, presidente da FFMS tem “salário” dobrado

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Que o futebol de Mato Grosso do Sul não anda bem das pernas, não é nenhuma novidade. Contudo, apesar de todos os problemas, o presidente da FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul), Francisco Cezário, foi um dos agraciados pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), com reajuste do repasse mensal.

Até o mês passado, o repasse feito todo mês para os presidentes estaduais ficava na casa dos R$ 20 mil e R$ 25 mil. Contudo, o valor agora deve chegar a R$ 50 mil – tudo isso ocorre justo em um período de crise e de decisões na CBF.

Recentemente, o então presidente da CBF, Rogério Caboclo, se viu envolto em um escândalo com componentes escabrosos, como assédio moral e sexual a uma funcionária, e até o excesso do uso de bebidas alcoólicas em pleno expediente.

Caboclo foi afastado do cargo e não poderá mais atuar no futebol, ficando em seu lugar, o vice-presidente mais velho, Antônio Carlos Nunes, popularmente chamado de Coronel Nunes, também presidente da federação paraense.

Nunes já comandou interinamente da CBF em outra oportunidade e conduziu eleições na entidade, também adotando o mesmo expediente: aumento de repasse para as federações. De acordo com reportagem de Gabriela Moreira, do Globo Esporte, a situação se repete desde a virada do mês e foi apelidada de “mensalinho” pelos dirigentes.

A matéria ainda indica que o repasse mensal específico para custeio das federações, que antes ficava na casa dos R$ 85 mil, agora será de R$ 100 mil – totalizando R$ 150 mil que, em 12 meses, podem fazem com que os repasses cheguem a R$ 1,8 milhões.

Pior do Brasil – Entre as 27 federações que formam a CBF, o último ranking da entidade apontou Mato Grosso do Sul como a 23ª da lista. Contudo, cálculos de especialistas baseados nos resultados que formam o ranking já apontam uma queda de duas posições – o que fará o Estado perder uma das duas vagas em nacionais.

Na temporada 2021, Mato Grosso do Sul é o estado com o pior desempenho em campeonatos brasileiros. Com apenas uma equipe na disputa da Série D, o Águia Negra, e nenhuma em outras divisões do Brasileirão, o Estado somou apenas cinco pontos até aqui, passadas 10 rodadas do quarto e último escalão do futebol nacional.

Críticos apontam que o mau desempenho é fruto de uma má gestão da Federação local, que reflete nos clubes em campo, apesar do constante aumento de recursos destinados pela CBF para bancar o futebol sul-mato-grossense.

Em quatro anos, o valor aumentou consideravelmente, passando de R$ 945 mil em 2017 para R$ 1,3 milhão em 2020, último ano em que houve declaração do balanço financeiro da entidade – sempre feito no mês de abril posterior ao ano a que se refere.

A título de comparação sobre o número de participantes nas competições nacionais, contando as quatro séries do Brasileirão, o Estado de São Paulo conta com 17 participantes, enquanto o Rio Grande do Sul tem nove e seguido por oito do Rio de Janeiro. Mato Grosso conta com três, enquanto o Maranhão tem quatro. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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