Tocha flutua, passeia por caverna e é conduzida por 40 km no 1º dia em MS

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Símbolo dos Jogos Olímpicos passa por Bonito, onde é levada para flutuação e Gruta do Lago Azul; em Campo Grande, 152 condutores levam a chama durante 6 horas

Por onde a tocha olímpica passa, a alegria fica. Deu para ver nos rostos de quem acompanhou o revezamento do símbolo dos Jogos Olímpicos, em Campo Grande. Milhares de pessoas coloriram ruas e avenidas da capital sul-mato-grossense neste sábado, transmitindo calor humano aos 152 condutores da chama ao longo de 40 km. Famosos ou anônimos, atletas ou apenas admiradores do esporte. Quem conduzia a tocha levava mensagens de paz e união entre os povos. E receberam de volta o carinho do público.

Pela manhã, antes de o revezamento começar, a chama foi levada de helicóptero de Campo Grande até Bonito, a 300 km de Campo Grande. Cartões-postais mundialmente conhecidos, como o Aquário Natural e a Gruta do Lago Azul, serviram como moldura ideal para a Tocha Olímpica. A mergulhadora Karina Oliani e o ex-atleta Elenilson Silva foram os responsáveis por conduzir a chama nesses locais. De volta à capital no início da tarde, o revezamento partiu da Base Aérea em direção ao centro da cidade.

Manifestante tenta apagar a Tocha Olímpica em Campo Grande (Foto: Reprodução)
Tentativa de apagar tocha (Foto: Reprodução)

Protestos marcaram a passagem do símbolo olímpico pela cidade. Manifestantes pró-impeachment marcaram presença no início do revezamento e também em frente à prefeitura municipal. Um homem vestido de boneco inflável do ex-presidente Lula tentou apagar a tocha durante a condução da judoca Michele Ferreira, já no início da noite, mas foi contido pelos homens da Força Nacional. O incidente não prejudicou a condução da tocha.

O ponto alto do revezamento foi o passeio da chama pelo lago do Parque das Nações Indígenas. Vanilson Farias Francisco, que é indígena e mora na aldeia Água Branca, levou a tocha a bordo de um caiaque e passou o fogo ao ex-atleta Zequinha Barbosa, três-lagoense e duas vezes medalhista na prova dos 800m em mundiais de atletismo (1987 e 1989). A ele coube a tarefa de acender a pira, montada em um palco. Emocionado, Zequinha falou da emoção de ser o último condutor da tocha em seu estado natal.

Zequinha Barbosa (Foto: Brasil 2016)
Zequinha Barbosa (Foto: Brasil 2016)

 – Pude representar meu país em quatro Jogos Olímpicos e nove campeonatos mundiais, mas sei o que significa isso, porque vivi por 23 anos. Mas viver isso no meu país é muito gratificante. Fiz parte de um processo e inspirei muitas pessoas que hoje vão competir e defender o Brasil da forma que eu defendi – disse Zequinha, logo após o acendimento da pira.

No domingo a chama será levada a cinco cidades: Sidrolândia, Maracaju, Rio Brilhante, Itaporã e Dourados. Já na segunda-feira o revezamento será nas cidades de Nova Andradina e Bataguassu, última cidade sul-mato-grossense no roteiro da Tocha Olímpica. Em seguida o símbolo é levado para São Paulo.

No domingo a chama será levada a cinco cidades: Sidrolândia, Maracaju, Rio Brilhante, Itaporã e Dourados. Já na segunda-feira o revezamento será nas cidades de Nova Andradina e Bataguassu, última cidade sul-mato-grossense no roteiro da Tocha Olímpica. Em seguida o símbolo é levado para São Paulo.

Mergulhadora Karina Oliani com a Tocha Olímpica em Bonito (Foto: Pedro Verissimo)
Mergulhadora Karina Oliani com a Tocha Olímpica em Bonito (Foto: Pedro Verissimo)

fonte: globoesporte/ms

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